Jornal Nacional destaca Garuva como uma das cidades atingida pela nuvem de fumaça

A explosão em depósito de fertilizantes, em Santa Catarina, produziu uma nuvem gigantesca, que encobriu várias partes da cidade de São Francisco do Sul. Cento e trinta moradores que inalaram a fumaça procuraram o hospital e 300 famílias estão num abrigo.

A grande nuvem de fumaça levou pânico à população de São Francisco do Sul. De manhã, sem saber da dimensão do perigo, milhares de moradores fugiram de carro.

As ruas de São Francisco do Sul estão praticamente desertas. O comércio fechou as portas. A cidade é a terceira mais antiga do Brasil. Nesta quarta, boa parte dos 50 mil habitantes foi embora da cidade.

O motivo do medo foi o incêndio químico de dez mil toneladas de um fertilizante a base de nitrato de amônio que estavam em um armazém.

De manhã, a Defesa Civil estadual chegou a divulgar que a fumaça não era tóxica. Mas, segundo especialistas em química, o nitrato de amônio, ao entrar em contato com o ar e o calor, pode gerar gases tóxicos – que podem provocar náusea e irritação nos olhos, na garganta e na pele.

Ao todo, 130 moradores procuraram o hospital, com alguns desses sintomas. Dois bombeiros permanecem internados. Um deles, na emergência.

À tarde, o Governo do Estado decretou situação de emergência em São Francisco do Sul e os bombeiros classificaram a nuvem como moderadamente perigosa.

“Não há risco, se você não tem contato com a fumaça”, apontou Marcos de Oliveira, comandante do Corpo de Bombeiros.

Trezentas famílias foram removidas da área de risco e levadas para um abrigo montado em uma escola.

A repórter Kíria Meurer sobrevoou nesta quarta São Francisco do Sul. “Nós estamos a cinco quilômetros do ponto da explosão. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não podemos nos aproximar, além disso. Ainda há risco de novas explosões. Pelo menos quatro municípios foram atingidos: São Francisco do Sul, GaruvaItapoá e Guaratuba. Quase 20 horas depois da explosão, nós ainda podemos ver muita fumaça saindo do armazém. Os bombeiros usaram 200 mil litros de água e não conseguiram controlar a reação química que provoca a fumaça”, contou a repórter.

Fonte: Rede Globo de Televisão.

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