Cultura do estupro é pauta do Ponto Com | PComBr | Ano 03 #55

Na semana seguinte ao estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro, o Ponto Com Ponto Br desta segunda (30) abordou o tema da cultura do estupro. O termo, utilizado inicialmente pelo movimento feminista nos Estados Unidos nos anos 70, designa uma série de atitudes da sociedade que culpam as próprias vítimas do abuso e banalizam a violência sexual contra a mulher.

Os apresentadores Morillo Carvalho e Ana Elisa Santanna ainda conversaram com a cineasta Yasmin Thayná, criadora do Afroflix, uma iniciativa para difusão de material audiovisual de temática negra. A franquia limitada de dados da internet fixa, suspensa temporariamente pela Anatal, também esteve na pauta, em um bate-papo com Rafael Zanatta, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Fechando o programa, o músico paraense Felipe Cordeiro contou como usa a internet para se aproximar do público e analisou a importância da rede na difusão da produção musical do Norte e Nordeste.

11’55” A cineasta Yasmin Thayná conta como funciona a plataforma Afroflix

O Afroflix foi lançado há uma semana e já tem cem títulos e mais de 8 mil usuários. A plataforma é participativa – os usuários podem indicar filmes ou inscrever suas produções, desde que tenham temática negra ou pelo menos um negro na equipe. “O objetivo é gerar mais visibilidade para os realizadores”, diz Thayná.

29’30” Rafael Zanatta, do Idec, comenta o andamento da proposta de franquia limitada da internet fixa

Segundo Zanatta, as alterações nos contratos pretendidos pelos provedores carecem de justificativa. “Não tem nenhum estudo técnico que torne isso (a limitação da franquia) inevitável. (…) Como não há justa causa, estão modificando esses contratos por má fé, porque se quer simplesmente obter maior margem de lucro com o mercado de banda larga no Brasil”, afirma. A Anatel suspendeu por tempo indeterminado esse novo tipo de contrato, mas pode haver mudanças nos próximos meses.

42’01” O músico Felipe Cordeiro fala sobre sua relação com a internet

O músico diz ser bastante ativo na rede, mas sem se tornar escravo dela. “Pra mim (a internet) foi fundamental; é um canal de divulgação e de comunicação com pessoas que vão ao seu show e com potenciais pessoas que podem acompanhar tua carreira”, conta. Cordeiro ainda comentou a difusão da música paraense pela rede nos últimos anos.

Músicas do programa

7’02” Elza Soares – Maria da Vila Matilde – A Mulher do Fim do Mundo

23’52” Tulipa Ruiz – Proporcional – Dancê

40’13” Benjamins – Medo de Altura – Ando Bem Alto

54’30” Felipe Cordeiro – Problema Seu – Se Apaixone Pela Loucura do Seu Amor

Ouça o programa na íntegra:

Creative Commons – CC BY 3.0ponto_com_ponto_br_30.05.mp3

Por:

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*